.jpg)
E SE
Direção: Vitor Julian
-
2026: Temporada gratuita no IBT
-
2025: Mostra IBT - Abertura de Processo
-
2424: Satyrianas - Drama Mix (Leitura dramática)
Com texto e direção de Vitor Julian, a peça investiga as manifestações da ansiedade em um tempo mediado por incertezas. Escrita em processo colaborativo com os atores e atrizes do elenco, cria um diálogo reflexivo e bem humorado entre os mecanismos ansiógenos presentes na vida cotidiana - pressões sociais e financeiras, por exemplo - e problemas comuns - de relacionamentos afetivos, de trabalho e de expectativa de sucesso. A questão-pedra que a princípio parece simplesmente aparecer, aos poucos se revela formada pela interação das pessoas com o mundo em que vivem.




SINOPSE
No centro de uma grande cidade, uma pergunta cai do céu. Fica ali, feito uma pedra fundadora, um marco ao redor do qual a vida deve se reorganizar, um acidente atrapalhando o trânsito. Em cenas independentes, acompanhamos personagens impactadas pelo evento em situações do dia-a-dia, ansiosas para responder à questão que repentinamente se materializou em suas rotinas: e se?

A ENCENAÇÃO
A encenação concentra a criação de sentidos na relação entre os atores e a palavra. É a enunciação do texto que corporifica a “metrópole na América Latina” onde estão reunidas todas as situações, seus cenários e personagens. No espetáculo “E Se?”, os atores recebem o público já em cena, com luzes acesas e portas abertas, para que todos entrem juntos no jogo teatral. A cidade não figura como cenografia realista, mas se materializa principalmente pela fala e pela presença dos corpos: cenas curtas, alternando conversas, pensamentos em voz alta e relatos diretos ao público. Aos poucos, a plateia acompanha a aproximação de um “corpo estranho” vindo do céu – a pergunta que cai sobre a cidade – e vê como esse acontecimento simples desencadeia crises de ansiedade nas personagens, revelando medos, decisões adiadas e o peso dos “e se…?” em suas rotinas.
A cenografia concebida por Vitor Julian e Felipe Lanzas materializa essa pergunta como pedra. Primeiro ela aparece discretamente, nas mãos de uma atriz; depois, pedras de tamanhos diversos começam a surgir de bolsos, sapatos e outros lugares improváveis, tornando visível o peso dos “e se?” acumulados. Quatro grandes pedras cenográficas, leves e móveis, funcionam como plataformas que mudam a geografia da cena, ora obstáculo, ora apoio, acompanhando o percurso das personagens até o momento em que se pergunta, literalmente: “e se eu fosse uma pedra?”, abrindo uma fresta poética para imaginar outros modos de existir na cidade.

A CIA TECTÔNICA
Fundada em 2024, a Cia Tectônica é formada por Anita Prades, Camila Fávero, Jeferson Kuci, Júnior Moreira Bordalo, Lilian Alves, Victória Pozzan e Vitor Julian. Vindos de diferentes partes do Brasil, alguns recém chegados à capital, outros nascidos e criados em São Paulo, os artistas trabalharam juntos pela primeira vez em “Galileu” (2022), como atores e atrizes do Núcleo Experimental do Teatro da USP. Ao mesmo tempo em que imergiam no estudo da dramaturgia de Brecht, estreitavam os laços de admiração mútua e faziam crescer a vontade de intercambiar experiências de cena, considerando que a formação de cada um teve origem e se desenvolveu em lugares muito diversos - da Bahia à Portugal, do Rio Grande do Sul à Zona Leste, do Japão ao Teatro da Revista passando por Fortaleza, das Artes Plásticas ao Teatro, do Teatro à Dramaturgia, da Dramaturgia ao Treinamento Físico do Ator. Em 2024, fundaram a Cia Tectônica e iniciaram o processo de criação de “E Se?”.
.jpg)
HISTÓRICO
Desde 2024, a Cia Tectônica está desenvolvendo a dramaturgia e a encenação de “E se?”, articulando processos de ensaio, experimentação com o público e ações formativas. O núcleo foi selecionado para o DramaMix/Satyrianas, onde apresentou um primeiro estudo da peça. Em 2025, a Cia foi contemplada no 3º Edital de Ocupação de Salas de Ensaio do Instituto Brasileiro de Teatro (iBT), realizando residência continuada para aprofundamento da montagem.
Como desdobramento, o grupo foi um dos selecionados para a Ocupação em Mostra do iBT, apresentando abertura de processo em setembro de 2025. A partir do retorno amplamente positivo dessa experiência, a equipe do iBT passou a relatar interesse em uma parceria para realização da peça em sua sede. Em 2026, a Cia foi novamente selecionada no 5º Edital de Ocupação de Salas de Ensaio do iBT, reforçando o apoio da instituição à obra.
A Cia Tectônica e o iBT atualmente consolidaram sua parceria em formato de coprodução para realização da primeira temporada de “E se?”, de 23 de Julho a 30 de Agosto de 2026 no Palco Praça do prédio do iBT.
Temporada gratuita no Instituto Brasileiro de Teatro (IBT) - 2026






Abertura de processo na Mostra do IBT (Instituto Brasileiro de Teatro - 2025






Festival Satyrianas - Drama Mix (Leitura dramática) - 2024
Fotos por Luciana Zacarias (@coletivofotomix)






Ficha técnica
Direção: Vitor Julian
Dramaturgia: Vitor Julian em colaboração com a Cia Tectônica
Texto “E se eu conseguisse?”: Camila Fávero
Elenco: Anita Prades, Camila Fávero, Jeferson Kuci, Júnior Moreira Bordalo, Lilian Alves e Victória Pozzan
Direção Assistente: Bárbara Freitas
Figurino: Marcos Valadão
Confecção de Figurino: Coletivo de Dois
Concepção Cenográfica: Felipe Lanzas e Vitor Julian
Concepção ‘Cabeça de Pedra’: Jeferson Kuci
Desenho e Escultura de Elementos Cenográficos: Felipe Lanzas
Assistência em Escultura de Elementos Cenográficos: Jeferson Kuci
Colaboração Cenográfica: Eric Lenate e Gustavo Bondezan
Desenho de Luz e Direção Técnica: Cláudio Gutierres
Assistência em Luz e Técnica: Bruno Gutierres
Trilha Sonora Original: Rodrigo de Marsillac
Música adicional: Lourenço Buarque
“Canção da Questão”: Vitor Julian (Letra) e Rodrigo de Marsillac (Música)
“Canção da Cidade”: Vitor Julian (Letra e Música)
Operação de Luz: Bruno Gutierres e Cláudio Gutierres
Operação e Técnica de Som: Lenon Mondini
Preparação Vocal: Jessé Scarpellini
Colaboração em Direção de Movimento: Bruna Longo
Colaboração em Coreografia: Letícia Esposito
Produção Executiva: Mariana Marmund
Mídias Sociais: Cia Tectônica
Design e ilustrações: Anita Prades
Fotos: Felipe Julian
Idealização: Vitor Julian
Realização e Produção: Cia Tectônica
Apoio: Instituto Brasileiro de Teatro, Teatro Escola Macunaíma