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O TEATRO E A PESTE, de Antonin Artaud
Direção: Rogério Tarifa
Escola de Arte Dramática
2026: Temporada gratuita no TUSP Maria Antonia
Sinopse: Escrita por Antonin Artaud em 1933, a conferência narra as intersecções entre o teatro e a peste. Em nosso ato-espetáculo musical, o texto foi musicado e será cantado por um coro de 17 intérpretes. Com direção de Rogério Tarifa, direção musical e composições de Fernanda Maia, e direção de movimento de Emilie Sugai, o elenco mergulha nesse clássico de Artaud sob a ótica da cura.
Ficha Técnica
Direção geral e Direção de arte: Rogério Tarifa
Direção musical e Composições: Fernanda Maia
Direção de movimento e Preparação corporal: Emilie Sugai
Assistente de direção: Júlio Silvério
Texto: Antonin Artaud
Dramaturgia: Rogério Tarifa, Fernanda Maia e elenco
Elenco: Alía Martins, Allana Maria, Antonio Tavares Neto, Gabriel Franco, Giovana Leonel, Iraci Estrela, Jhenifer Delphino, Lilian Alves, Lilith Cristina, Max Velloso, May Oliveira, Maya de Paiva, Pedro Severino, Rafael Custódio, Stephanie Barros, Tayane Araújo e Vitor Rossetto
Músicos: Fernanda Maia e Tom Freire
Beatmaker: Queu
Cenário: Rogério Tarifa
Esculturas Têxteis: Dani Pitchula
Máscaras: May Oliveira e Rafael Custódio
Paletó Fumaça: Laura Vinci e Coletivo Máquinas do Mundo
Cenotécnico: Zito Rodrigues Iluminação: Marisa Bentivegna
Operador de luz: Gabriel Pequeno
Figurinos: Jhenifer Delphino e Rogério Tarifa
Costureira: Silvana de Carvalho
Designer Gráfico: Gabriel Franco




O Teatro e a Peste não se limita a representar uma reflexão de Artaud sobre a natureza do teatro. A montagem procura realizar essa reflexão no próprio corpo do espetáculo. O espaço coloca os espectadore sem situação de espelhamento; as vozes fazem o olhar circular; os corpos adoecem, morrem e renascem; o teatro se apresenta como uma força dedes organização; o ritual transforma a experiência da doença em possibilidade de cura; e o fogo leva a experiência para além do espaço convencional da cena.


O que permanece, ao final, é justamente a contradição que sustenta todo o espetáculo: é preciso salvar o fogo, mesmo sabendo que ele pode queimar; é preciso preservar o teatro, mesmo sabendo que ele pode desorganizar; é preciso aceitar a peste como força de revelação, mesmo sabendo que ela destrói. É nessa contradição que a montagem encontra sua força. O teatro não aparece como aquilo que protege o indivíduo do mundo, mas como aquilo que o coloca novamente em contato com sua capacidade de sentir, de transformar-se e de reconhecer, por trás das máscaras sociais, um impulso devida que a própria realidade cotidiana frequentemente impede de experimentar.